terça-feira, maio 24, 2022
cordel do enfrentamento
dentre os grupos oprimidos
a mulher tem um destaque
importante a ser sabido
são elas quem sofrem mais
e o intento desses Ais
precisa ser resolvido
Esses queixumes reais
são diversos e oportunos
uma luta de muitas frentes
com objetivos unos
promover a igualdade
respeito a diversidade
pra refazer esses rumos
As violências são muitas
que aqui vamos elencar
mas tem umas principais
que é importante citar
fiquem atentes, anotem
para poder recordar:
Física e psicológica
moral e sexual
também outra violência
é a patrimonial
e todas essas porém
podem vir juntas também
são faces e um mesmo mal
A lei reconhece 5
dos tipos de violência
e encontrando essa lógica
dos que tem mais prevalência
aquelas que de tão drásticas
querem tirar nossa essência
Mas são muitas violências
é diverso o patamar
tem alguma que cês lembram,
para poder elencar?...
Eu me recordo de uma
que é importante citar
A violência política
vemos muito por aí
mulheres que são eleitas
E alguns buscando impedir
Vejam Dilma, Marielle...
o que sofreram na pele
difícil de engolir
Essas violências todas
não são casos isolados
infelizmente esses casos
são cotidianizados
pela cultura machista
e o triste patriarcado
Somas de outras violências
Também a tantas ocorre
e múltiplos feminismos
da experiência decorrem
movimentos específicos
pelas mulheres incorrem
A lei a todas socorre
ou devia socorrer
a questão é que os entraves
culturais que a gente vê
atrasam essas demandas
do que a lei nos prevê
Quando se é negra ou indígena
Mulher cigana, ou sem teto,
vinda de comunidade,
tratada como objeto,
mulher lésbica ou trans,
algo "fora dos padrões"
do normativo espectro
O Estado também promove
violência contra a gente
a violência obstétrica
é um assunto presente
coerção policial
e a violência estatal
Pode vir do presidente
Quando a gente elege alguém
que exerce a misoginia
que tem o ódio as mulheres
de uma forma doentia
é provável que nos queiram
tirar direitos um dia
E é fato esse bilhete
tem exemplos por aqui
quando a extrema direita
passou a nos presidir
sempre querendo criar
formas de nos deletar
modos de nos destruir
"Jogo das identidades"
por lá é utilizado
mulheres anti-mulheres
são fantoches do Estado
e umas ministras sinistras
a enganar nossas vistas
são braços manipulados
São necessárias políticas
Que empoderem de fato
Que estejamos em cena
criando o nosso ato
Que possamos ocupar
Aqui e todo lugar
Sem veto nem desacato
A Lei Maria da Penha
foi uma grande conquista
mulher que quase foi morta
que se tornou ativista
pela vida das mulheres
por força que nos assista
Outras tantas são exemplos
Das lutas cotidianas
E as heroínas da pátria
Titulações soberanas
Dão luz à grandes mulheres
De lutas que se irmanam
Professoras, cientistas,
Compositoras, arteiras
Obstetras e parteiras
Mães, guerreiras e artistas
Tantas a perder de vista
Queriam elas caladas
Com sua força ofuscada
Mas foram protagonistas
Na poesia de cordel
Contei de modo geral
O que limita as mulheres
E a raiz desse mal
Que a gente possa lograr
De um tempo mais igual
Esmeralda Iara
quinta-feira, novembro 04, 2021
super Lua
Deusa que nos sobrevoa
No alto da minha loa
Leoa
Super lua
Lei que me toma louca
Quebrada prato de louça
Da arca velha de Rita
Super lua
Avó antiga, morada
No alto da minha casa
Me alça, me caça
Coruja que canta e rasga
Super lua
Meu coração é de quartzo
Rosa, dourado e de prata
Feito batuque de cria
Tamborilando na lata
Super lua
Onça que no céu impera
Madrinha comadre fera
Templo que gera
No remanso dessas águas
Tempo de espera
Diluindo nossas mágoas
Heroina
Guia dos enamorados
Caos da luminosidade
A rainha da cidade
Me invade
Super tua
Já não tenho mais segredos
Luz em todos os enredos
Os sonhos acesos
Super tua
Meu sangue meu cio meu eixo
Mutante espelho e amplexo
Me vejo
lapinha - mote de Ton Fil
Que o sopro vem povoar
Corpo templo desse ar
De poeira peregrina
Parte da essência divina
Que a natureza revela
Minha mão mexe e modela
Ao som de uma ladainha
Minha mãe monta a lapinha
Com o Santo que eu fiz pra ela
Observo e vou criando
Acho no barro esse elo
Várias imagens revelo
E assim vou admirando
Alguns eu vou floreando
Outros a face é singela
Cada imagem se desvela
Encontrando traço e linha
Minha mãe monta a lapinha
Com o santo que fiz pra ela
O louvor que tenho à Terra
Aprendi desde menino
Feito mestre Vitalino
Essa arte me aterra
Na silhueta da Serra
Uma impressão se avizinha
Pois vejo a face todinha
Dessa Grande Mãe tão bela
Com Santo que eu fiz pra ela
Minha mãe monta a lapinha
sábado, julho 03, 2021
Ave de fogo
Numa fogueira junina
São Pedro apazigua nossa chama
Com a chuva da mãe divina
Abre nossas portas
Molha nossas hortas
Nos guia...
Viva Xangô, viva São João
O Sabiá é feito uma fênix
Que renasce junto com a chuva
Com a relva que sonha
No fogo interno
Deste mês junino
Se aquece pra revoar
E cantigar
Feito pássaro livre
quarta-feira, junho 02, 2021
crônicas de quarentena 1
Pequena crônica de quarentena
“A rua é
alegria, mãe, a rua é esperança, a rua é brincar com os amigos”- disse a menina
Esmeralda de 5 anos caminhando a reta da avenida principal do Cajá em um misto
de raiva e amor. Foi um saudosismo empacotado, reclamando que a viseira e a
respiração embaçam sua vista. Disse ainda, antes de chegar ao destino e
querendo entender mais sobre o sítio emergente: “a casa é só uma caixinha bem
pequena... É chato. Queria liberdade.” – Completou com desejo a frase da emoção
inconclusa, e a conformação aparente flertou com uma possibilidade de comer
algum doce. Omar, o irmão mais novo, pega sempre a viseira como um cão pega a
coleira para passear; euforia aflita, com medo que seja um desses constantes
alarmes falsos em que somente um adulto sai para compras ou qualquer coisa, e
as crianças têm que se entreter com os conhecidos atrativos caseiros:
brinquedos, alimentos, lagartixas. Vi na notícia da net, dia desses, que o
velho Raoni Metuktire saiu do hospital, fiquei feliz. Professou: “a gente deve
estar junto, se amar e se respeitar, doença não marca dia”. Pensei que não foi
desta vez que a Onça veio buscar o compadre. Por cá também, ferido, inflamado,
alguma entranha sentida. Feridas fluidas que ora reacendem nos intestinos... Me
apeguei à cúrcuma, um amarelo-queimado que tinge tudo, ao picante gengibre, e
ao verde escuro e translúcido da Espinheira Santa, que feito a menina, é
Esmeralda. Ela é um pedra-verdinha que
sonha futuros andejos. Sonhou inda ontem um sonho de manhã, sendo uma vampira
pálida que aparecia no espelho, depois de se sonhar uma bruxa flutuante. Contou
no café que olhava fixo o reflexo, podia ser de água, “tipo um lago” ela falou.
– Filha, Lembra daquela lagartixa que parecia dragão-de-komôdo, que a gente
chamava de Tiranossaura... ela sumiu. Ouvi as vizinhas falando de um calango do
tamanho de um Teju que apareceu pelo sofá que elas deixaram por ali pelo
corredor. – “Porquê as vizinhas têm medo de lagartixas, mãe” curiosidade sobre
os medos. - O medo vem, Esmeralda, toma a gente sem motivo aparente. É a
dificuldade com a presença o outro em você. As lagartixas também têm medo da
gente, medo contagia.
Os pés das
crianças cresceram muito, quando foram sair depois de três meses não cabiam os
sapatos. Sonhei com os meus mortos, visitei velhas casas em sonhos, revi
ruinas, reconstruí uns castelos. Sonhei com o pai da minha amiga ressuscitando,
tinha raízes e ladrilhos em seu interior... – “Mãe, me faz uma barraca”. O nomadismo
parece estar em algum âmago da gente, emparelhando o essencial. Esmeralda gira
no centro da sala até achar o voo. A alma pede viagem, o corpo pede leveza, mas
o presente pede chão.
sábado, maio 22, 2021
Zé encantou-se
O céu aqui dessa mata
Pensei logo que era Zé
De maneira imediata
Em cortejo avoador
Em rastro de luz e cor
Pela paisagem de prata
Nesse metal de chuvisco
Um apito ressoava
No barbatuque dos raios
Que o tempo preparava
Pra receber o brincante
Que em seu vôo galante
Galopante se chegava
"Um capitão de verdade"
Disse outro mestre daqui
Subia tão alinhado
Dessa maneira que vi
Se brilho, fita ou bordado?
Transparecia um dourado...
Despido dessa matéria
Luzindo a beleza etéria
De um colorido encantado
A chuva comunicou
Quem em cortejo passava
Havia festa no céu
O Sol a chuva encontrava
Cá as raposas se uniam
Viúvas se despediam
Da viuvez pr'outo estado
A morte virava vida
E a ave renascida
Cantava já d'outro lado
quinta-feira, novembro 14, 2019
No caminho do mar tinha flor e cura
segunda-feira, setembro 30, 2019
Fluxo d'água corrente
Na foz do meu peito preso
Mora um grito excluído
Silencioso estampido
Calado parece ileso
De animal indefeso
Deu-se em fera encarcerada
Sob a lua enevoada
Sonha a ancestral serpente
Fluxo d'água corrente
Correnteza em retomada
Dou um grito de terror
Sofrendo a dor de outrxs tantos
Ouço os tambores dos Bantus
Aos ancestrais dou louvor
Encontro em mim o sabor
Que havia esquecido
Do genipapo moido
Uma memória que sente
Fluxo d'água corrente
Sob o veio ressequido
Queria encontrar alento
Em um colo ancestral
Uma força natural
Novamente achar intento
Mas parece que o momento
Me Impele à solitude
Sigo o som de um alaúde
Que guia em tom diferente
Tento ser resiliente
Achar no nada a virtude
Um rio reinventado
Passeia no meu trilhar
Círculo o mesmo lugar
Entre pedras o meu nado
Podia ser meu agrado
Lagoa sem movimento
Em cada peixe um lamento
Como se fosse pra gente
Fluxo d'água corrente
No despertar do momento
sexta-feira, agosto 09, 2019
ela
Na tarde que ela chegou
Estampiu-se ela de mim
Feito uma filha real
Uma outra a banhou
A trouxeram embrulhada
Silenciosa buscou-me
No sentido do seio
Estive acabada
Fui cortada ao meio
quinta-feira, fevereiro 21, 2019
Omar
Omar desceu girando do cosmo
Se esparramou entre as frutas da Ceasa
Com as marés nos olhos nos espumou como as bebidas curtidas
Sábio de antigos desertos
De certo um imã, um irmão
No nome o som da criação criança, da graça
Os lábios do doce das tâmaras místicas alucinadas do Saara
Canção de oásis seu peito
Solto entre as palmeiras que abanam o tempo
Pés nas alpargatas, nas areias, nas estrelas, nos passos, nos Caminhos, no claustro, nos abismos, na amplitude, no vôo
Gemido arabesco de pássaro
Omar retorna conosco, somos gratos
Honrados com a sua majestade simples
Dou-te o veludo do meu leite e colo trigueiro
Te aninha em mim, ave santa
És, junto á Esmeralda, o tesouro antigo
Que entre mistérios minou
Gemas sementes tomadas pelo sopro
Dois milagres
terça-feira, fevereiro 05, 2019
Casa
Faltam as palavras
no espelho distante
Cintila a louça do frágil
Cavalga a força solta
com a cria pelo mato
Na busca de chão
os ladrilhos resistentes e belos
Existe um elo apagado
Um pulso ancorado
Um grito embotado
Na minha casa brotou uma mata
Os espíritos de ferrão defendem a ruína
Por toda parte há estilhaço
Como se a casa estivesse nas entranhas
me habita uma borboleta de madeira com cheiro de chuva
Ouço dentro o som da panela que ampara essa goteira antiga
Ouço a louça frágil
Como uma guerra que findou
sem socorro
Com os olhos secos
A vista traga mormaço
O vento cisca as telhas
Esfrego as janelas
Casa assim é palavra difícil
Mata
Na minha casa cresceu uma mata
Enxames guardiões e aves
Venho pra essa casa
Mergulho sua essência
No quarto das armas Omar dorme
Busco me desarmar
Bosque de abundância
Medro entrar
terça-feira, junho 20, 2017
Houve um tempo
Ô linda, verde
Louvando a deus
A Mônica zen
O anjo da guarda
A luz entrando
[Pelos portais
Árvore roxa
Caminho do açudim
Vital, Veneza, Grossos
Os reis magos
Lapinha improvisada
O Tapete patch Work
Elefantes, cavalos, jacarés
Circo carro céu
Tucano da almofada
A mente cheia de estórias
Minha vida cinema casa
As madrugadas de terror
Amor cor som emoções
Carros no salão grande
Encontro os arabescos
As janelas e as paredes grossas
Teatro corpo grupal
Liberdade de sentir
Abrir as torneiras
O fim é o começo
Tranças chapéus
Quadriculando fogo
Houve um tempo
Em que era moça
Com cauda de peixe
Tinha estrelas azuis... e presentes
Houve um tempo que revivi
Antigos caboclos
De lanças, plumas e brilhos
Com os pés amarelos
No chão vermelho
E madeira negra
De cipó pendurado
Esse tempo preto
quinta-feira, maio 25, 2017
No tempo das ancestrais
No tempo das ancestrais
Esteios, raízes, sonhos
Flores, folhagens, banhos
Contos, cantos divinais
No tempo das ancestrais
Mosquiteiros e descansos
Patos galinhas e gansos
Terreiros, sítios, quintais
No tempo das ancestrais
Rezas, enfeites, anáguas
Rosas, ervas, bentas águas
Sincréticos rituais
Explanações cambiais
Sapiencias e saberes
Profecias e dizeres
Considerações, portais
No tempo das ancestrais
Curandeiras, benzedeiros
Boticários viajeiros
Frascos, perfumes astrais
No tempo das ancestrais
Goteiras em caçarolas
Recados e camisolas
Pecados originais
No tempo das ancestrais
Segredos, arcas, baús
Casas grandes, urubus
Amor de primos carnais
No tempo das ancestrais
Coisas de couro, couraças
Jabutis e carapaças
Jugos, preceitos morais
No tempo das ancestrais
Abanos de palha, esteiras
Gentes vendidas nas feiras
Poderes podres demais
No tempo das ancestrais
Tostões, cruzeiros, reais
Ouro, prata, vis metais
Castas, classes sociais
No tempo das ancestrais
Cruzadas e castidades
Hipocrisia, maldade
Fogueiras eclesiais
No tempo das ancestrais
Caminhos longos, assombros
Desconstruções e escombros
Peregrinações gerais
No tempo das ancestrais
Alma, espírito, lamento
Um despertar lamacento
Em regiões abissais
No tempo das ancestrais
Corpos, danças condoídas
Relatos de morte vida
Estórias de animais
No tempo das ancestrais
Algodão, linho e chita
Fazenda, linha e fita
Costura que se resfaz
No tempo das ancestrais
Luas, sóis, ciclos, janeiros
Ventos fortes e maneiros
Renascimentos, finais
domingo, janeiro 01, 2017
Salmo silvo
quarta-feira, agosto 20, 2014
Encontrada
média três kilos já tem
a sua saída
e a menina aprontada
já não se adianta
mas já se encontra
sexta-feira, agosto 01, 2014
leite
leite tem o gosto do primeiro gozo, primeiro contato, gosto de mãe.
mãe é coisa tão boa que mesmo sem lactose, sem leite e sem peito.
segunda-feira, julho 14, 2014
III
sábado, julho 27, 2013
gelos secos
domingo, julho 07, 2013
clenice-wood
(à mainha)
Toda a graça, legastes
O exemplo e a quimera
Força-luz que reverbera
Sentido têxtil da haste
Bandeira que encaminhastes
Fincada no chão que gera
Entre sol e primavera
Fostes encontro, e gerastes
És potente na cadência
Humana, flor de essência
Companheira que anima
Copa grata florescida
Mais que isso, agradecida
Parceira de canto e rima
thiago
que brincava de telejornal
que virava as cadeiras de balanço
que brincava comigo
menino de são joão
de rosário, de xangô
menino thiago mouro
menino thiago terno
da revolução riscada no quarto
da devolução do livro na biblioteca da faculdade
da disciplina de estudar só
tio thiago, thiago tio de sofia
namorado do namorado, da filosofia
amigo do ex, amigo do que não foi
sem barreira. thiago antigo
amigo que deita e cose
cozinha santa de calcanhar
domingo, maio 05, 2013
soneto solto pra irmã Natascha que foi morar no Rio de Janeiro
e um cheiro de chavo e canela,
Ciganinha vermelha e amarela
se transforma em amor e confiança,
se refaz e sorri feito criança,
que abundante deixastes alimento
pois o espelho transborda e revela
na verdade amorosa do olhar
tens a força das curas ancestrais
dos encontros do rio com o mar
sexta-feira, novembro 23, 2012
pandora
Vi dizer que Pandora me adora
quinta-feira, novembro 22, 2012
Salmo à escrita.
quarta-feira, novembro 14, 2012
diana
almodovariana procura
e na beleza(redundância)
almadavazãozzzscoroada
de diacoisa que sana
longa e amarelaalmoFada
do busto de pena de marrecodebrincadeira
ela fecha os olhos e sorri a borboleta
pousa no trigo que o vento balança.
A. Mahin
recife, 28 de julho de 2007.
Da série "meus amigos", revistaZlundu)
domingo, novembro 11, 2012
minha flor
Guiné da Selva
quinta-feira, agosto 23, 2012
quarta-feira, agosto 22, 2012
Poema doido e carente pra Rafaela
Coisa cor de laranja
tua presença morena
consigo lembrar
nitidez de tu no tempo
no meio dos desertos
entre os cabritos
tomava o mesmo leite
das cabras
...
Consegui fazer o resto dos trabalhos
que pulavam na minha cara pedindo resolva
"resolva"
Eu com saudade de tu
pra me entender de mim
me entreter do fogo
dos teus olhinhos de amor esborrotando
Pensei que tu nunca veio na minha casa
e eu nunca na tua
Teu telefone inda é o mesmo?
segunda-feira, junho 04, 2012
*ditas
antes, as vossas verdades, de interior

